Horário das Missas na Matriz:

Terça-feira: 19h30
1ª Sexta-feira do mês: 19h30
Sábado: 19h00
Domingo: 8h00 e 19h00



"Ele nos deu o seu Espírito" (1Jo 4,13c)

                              Meus queridos irmãos, que a paz de Deus esteja em seus corações!
                              A liturgia da Palavra de hoje nos convida novamente ao amor. Agora São João nos aponta o amor ao próximo. Ele diz que a forma de amar é a mesma que Deus amou, e é porque Deus nos amou que devemos amar o próximo. E a razão de termos que amar o próximo como o Senhor nos amou é porque " Ele nos deu o seu Espírito". Espírito este que transforma e impulsiona para amar. O Espírito Santo é quem conduz para o amor. Em uma certa analogia sobre a Trindade, costuma se dizer que o Pai é aquele que realiza a ação de amar, o Filho é o amado e o Espírito Santo é o amor. Então, irmãos, temos o amor conosco, já que temos o Espírito Santo, e ainda mais, como sabemos que a Trindade inteira se faz presente, sabemos também que somos o amado porque o Pai nos ama, e sabemos que amamos também, porque Jesus é o amado.
                             A realização plena do amor que São João nos diz é a permanência de nós junto ao amor de Deus. E se nós temos que permanecer no amor para nos realizarmos perfeitamente no amor, devemos alimentar em nós o amor. E este ano, que é o grande ano da Misericórdia, é a oportunidade de amarmos mais e nos tornarmos perfeitos no amor, porque não é nós que amamos, mas o amor e este amor é o Espírito Santo e Ele já está em nós, o que precisamos e deixar que ele nos conduza. Se assim nós fizermos poderemos chegar a dizer como Paulo, que vivemos, mas não nós, o Cristo que vive em nós.
                            O Espírito Santo que nos foi dado por meio de Jesus, deve ser acolhido da mesma forma que os apóstolos. Os apóstolos não receberam o Espírito para benefício próprio, mas para proclamar que Jesus é o Filho de Deus, e aí está contido o amor-perfeição. Sabemos que a proclamação do Reino é para nosso benefício, nossa Salvação, mas isso fica em segundo plano quando o amor se torna o primeiro. O nosso objetivo é que Jesus seja mais amado nos mundo, e se assim o for, fará sentido a nossa busca pela salvação, porque o nosso objetivo é que as nações de toda a terra adore o Senhor, com diz o Salmista.
                            No Evangelho de hoje, Jesus manifesta o seu amor para com os discípulos e eles correspondem de uma maneira bonita, embora não pareça. Jesus realizou o milagre dos pães, agora ele anda sobre as águas, mas além de Jesus andar sobre as águas, ele quer passar na nossa frente. Devemos ser como São João Batista. Devemos dizer que nós precisamos diminuir para que Ele cresça. E além, Jesus quer nos guiar, ele quer ser o chefe do nosso barco e de nossa barca maior que é a Igreja, a sua Igreja. Os discípulos não compreendem os mistérios, mas não ficam descrentes, como acontece na maioria das vezes conosco. Eles endureceram os corações para não compreender, mas não ficaram incrédulos. Devemos acolher, irmãos, os mistérios de Deus e pedi-lo que nos ajude a compreender seus desígnios.